domingo, 13 de novembro de 2011

Frank Miller vs. "Ocupe Wall Street"


O movimento “Ocupe Wall Street” tem sido apoiado por muita gente badalada, sobretudo pessoas do mundo de Hollywood: Susan Sarandon, Michael Moore, Morgan Freeman, George Clooney, dentre outros. Não é novidade alguma que o mainstream do mundo do entretenimento nos Estados Unidos é esquerdista (ou, como eles chamam, liberal). O universo dos quadrinhos usualmente têm a fama de atrair alienados de todo tipo, gente incapaz de enxergar o mundo real e só se importa com as tramas fictícias dos super-heróis. Frank Miller, artista consagrado do gênero, mostra, com o texto abaixo, que ainda há pessoas inteligentes e sérias trabalhando na indústria do entretenimento.
_______________________
Anarquia

Frank Miller
De seu blog pessoal




Todo mundo está educado até demais sobre esse disparate:

O movimento “Ocupe”, esteja ele se mostrando em Wall Street ou nas ruas de Oakland (que, com covardia indescritível, o abraçou) é qualquer coisa menos um exercício de nossa abençoada Primeira Emenda. “Ocupe” não é nada além de um bando de imbecis, ladrões e estupradores, um rebanho de foras-da-lei, alimentado pela nostalgia da era de Woodstock e uma honradez falsa e pútrida. Esses palhaços não podem fazer nada além de prejudicar a América.

“Ocupe” não é nada exceto uma tentativa grosseira e mal-articulada de anarquia, na medida em que o “movimento” -- HAH! Grande “movimento”, exceto se a palavra “intestinal” vier junta -- não é nada mais do que uma manifestação de mau gosto de um bando de moleques mimados de iPhone e iPad que deveriam parar de atrapalhar as pessoas que trabalham e arrumar um emprego para eles mesmos.

Isso não é um levante popular. Isso é lixo. E Deus sabe que eles estão vomitando seu lixo -- tanto política quanto fisicamente -- de todas as maneiras que eles podem encontrar.

Acorde, gentalha. A América está em guerra contra um inimigo cruel.

Talvez, entre rodadas de autopiedade e todos os outros petiscos saborosos de narcisismo dos quais vocês têm se servido em seus mundinhos protegidos e confortáveis, vocês tenham ouvido termos como Al-Qaeda e Islamicismo.

E esse inimigo meu -- não seu, aparentemente -- deve estar casquinando à beça, se não estiver gargalhando até perder o fôlego, de seu espetáculo vão, infantil e autodestrutivo.

Em nome da decência, voltem para a casa de seus pais, seus perdedores. Voltem para os porões de suas mamães e joguem com seus Lordes do Warcraft.

Ou, melhor ainda, alistem-se pra valer. Talvez nossos militares possam colocar alguns de vocês em forma.

Entretanto, talvez eles não deixem vocês, bebezões, com seus iPhones. Tentem agir como soldados.

Otários.
 

Frank Miller é roteirista e desenhista de quadrinhos. Dentre suas obras mais famosas, estão “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, “300” e “Sin City”.

19 comentários:

  1. Melhor que isso só se o Alan Moore também decidisse descer o pau

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  2. Que tal um boicote a todos os filmes destes filhos da puta: Clooney, Moore, Freeman, Sarandon... que aliás são péssimos?

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  3. Ele representa muito bem a direita americana, mas, já que ele gosta tanto de militarismo, por que ele mesmo não foi ser soldado e lutar no Iraque, a coragem dele não passa da liberdade de expressão que ele quer negar para aqueles que são contra o regime capitalista e por isso são logo taxados de esquerdistas? Afinal o que tem a va ver uma coisa com a outra? Eu não sou obrigado a ser capitalista, o nosso mestre Jesus Cristo não era capitalista, mas, morreu por que desafiou a ordem polítiva e econômica vigente à época, será que existe alguma semelhança com o movimento ocupe? Cada um tire suas próprias conclusões, mas, era bom acompanhar a trajetória dos membros desssa irmandade de vocês, porque no futuro vocês ocuparão cargos importantes com essa visão neoliberal e entreguista, vocês não são elite de coisa nenhuma, apenas da própria cegueira intelectual, abraços, acordem, ainda dá tempo.

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  4. Anônimo das 16:35, você acabou de falar muita besteira agora.

    1) Desconsiderar a opinião do Frank Miller porque ele não serviu nas Forças Armadas depois dos 40 anos de idade é idiotice. É como chamar de hipócrita um cristão que não fez o que estava ao seu alcance para morrer na cruz.

    2) É evidente Jesus Cristo não era capitalista. Por quê? PORQUE NÃO HAVIA CAPITALISMO. Além disso, capitalismo não é uma doutrina, ou um dogma, ou uma ideologia: é um sistema econômico que foi desenvolvido no curso natural da história humana.

    3) "Visão neoliberal e entreguista"? Você nem sabe do que está falando. Pare de repetir jargões esgarçados e vá estudar.

    4) Por falar em cegueira intelectual, você só imitou os "occupiers" e só vomitou lixo. E nem teve a coragem de mostrar a cara.

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  5. Bem gostei do texto dele pq mostra a completa falta de argumentos, ele passa o tempo todo xingando. Um texto baseado em falacias. Pois em vez de argumentar contra o movimento ele busca desqualificar as pessoas. O único argumento que ele trás é aquele da guerra contra o terrorismo, contra o Islã. Como se a fome fosse pq alguém é Islamico, Catolico, Ateu, Candomblista, Umbandista, ou etc... Na visão dele o desemprego existe pq alguém é terrorista é? Vai me dizer que a culpa é do falecido Bin laden ou do Saddan? Talvez seja por isso que falte hospitais, escolas, moradia. O aquecimento global tbm deve ser por culpa deles né. Me desculpe os fãs mas esse texto não é de alguém sério, né!

    Ass: Felipe Serra

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  6. Já que vocês responderam a um anônimo, posso apenas tentar entender uma coisa?
    Vocês falam mal do infanticídio indígena, mas em 300 Miller mostra a prática espartana como necessária. Afinal o que difere os espartanos dos índios brasileiros nessa questão? (no filme a Missão sobre a atuação jesuíta na América a questão é muito bem abordada) Podem me responder, por favor.

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  7. Só estou postando anônimo por que não quero briga com ninguém, sinceramente gostaria de entender os ideias do blog, fico preocupado com certas posições, como o "alerta ao islamicismo" de Miller ou certa radicalidade contra o pensamento de esquerda, tenho medo que apareça um cara como atirador da Noruega ou o responsável pelo atendado contra a deputada democrata Gabrielle Clifford em nosso país. Olhe ao redor e questione aos outros membros do grupo, quantos acham que nesses casos os responsáveis tinham "uma certa razão", você poderá se surpreender (ou não) com as respostas, se é que você mesmo não concorda em parte com os atentados. Um até mais a todos do Toddy Party Brazil.

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  8. Bom, vamos por partes.

    1) Felipe Serra:
    a) Você está confundindo alhos com bugalhos. Se os manifestantes do "Ocupe Wall Street" estivessem realmente preocupados com emprego, diversos deles não teriam se demitido para poder participar dos protestos. O foco do OWS não é emprego. Na verdade, nem eles mesmos sabem contra o quê estão protestando. Entretanto, uma das bandeiras mais levantadas por eles é a redistribuição forçada de riqueza e o aumento dos auxílios governamentais -- parasitismo puro.
    b) Leia o texto "Xariá: A Ameaça à América" para você compreender do que o Miller fala quando cita o Islamicismo.
    c) Essa história de aquecimento global de origem humana não é um argumento científico sério, mas uma crença religiosa fanática. Recomento sobre isso um texto bastante elucidativo que o Prof. Dr. Gustavo Macedo de Mello Baptista, da UnB, publicou no jornal Folha de S. Paulo intitulado "O planeta está realmente esquentando?" (http://infoener.iee.usp.br/infoener/hemeroteca/imagens/127742.htm).

    2) Anônimo das 02:04:
    a) Caso você não tenha notado, "300" é uma obra de ficção.
    b) A "necessidade" da prática espartana do infanticídio é mostrada única e exclusivamente sob o prisma de um espartano -- no caso, do rei Leônidas com relação a Efialtes, o homem deformado que tenta ingressar no exército espartano.
    c) O Frank Miller JAMAIS defendeu o infanticídio feito em Esparta. Esse raciocínio força tanto a barra quanto dizer que o Quentin Tarantino é nazista em virtude de ter criado um personagem tão carismático quanto o Coronel Hans Landa no filme "Bastardos Inglórios".

    3) Anônimo das 02:19:
    a) Se você realmente acredita que Anders Behring Breivik é conservador, pesquise mais.
    b) As idéias que nos inspiram estão bem representadas na barra superior, onde constam nossas influências.
    c) "Toddy Party Brazil"... Isso fala bastante sobre sua seriedade. Com todo o respeito: vá à merda.

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  9. Pera aí um pouco, 300 pode ser uma obra de ficção, mas o infanticídio espartano era real e não era comum apenas em Esparta (especificamente sobre isso sugiro o historiador Plutarco), mas em todo mundo helênico e depois em Roma as crianças podiam ser abandonadas ou a gestação interrompida sem qualquer problema. Veja bem, eu não estou defendendo a prática, mas não aceitar isso é burrice, (ah os gregos e romanos eram o máximo, mas os índios são um bando de selvagens e viva o Tio Rei). A questão sobre o atirador da noruega diz respeito à luta contra o crescimento do "islamicismo", mesma bandeira levantada por Miller (inclusive em sua nova obra, que foi detonada pela crítica e público antes mesmo dessas declarações, que talvez sejam uma tentativa desesperada de ganhar espaço na mídia). Mesmo que Breivik não possa ser ligado ao panteão dos "influenciadores" desse blog, muitos políticos europeus acabaram "apoiando" o ato, o que está sendo questionado é a intolerância contra o outro, que, no caso de Clifford, usou uma bala para tentar calar uma deputada, graças aos discursos inflamados do Tea Party. Vejo que vocês são contra a Revolução sexual, provavelmente são também contra a união estável entre homossexuais, o debate sério sobre as drogas como questão de saúde pública, do aborto etc. Ah, se conseguir ler novamente, perceba que em nenhum momento usei um palavrão ou ofensa contra o Blog, comentário ou pessoa, se não conseguem digerir uma simples brincadeira como poderão governar esse país? Sem mais, um cordial abraço a todos do Leite com Pêra Party ou Ovomaltine Party, como preferirem. Ah, não poderei ir até a sua casa te conhecer em Brasília, mas agradeço o convite, obrigado.

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  10. Estou muito surpreso com o blog, não sabia que na UNB havia vida inteligente, a julgar por uns idiotas que tive o desprazer de conhece alguns anos atrás, uns adoradores da esquerda marxista. Juventude conservadora da UNB você estão de parabéns com o blog. Ass: Gutenberg Campos.

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  11. Alan Moore é bruxo e satanista.

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  12. Anônimo 15/11 10:58,

    "Pera aí um pouco, 300 pode ser uma obra de ficção, mas o infanticídio espartano era real e não era comum apenas em Esparta (especificamente sobre isso sugiro o historiador Plutarco), mas em todo mundo helênico e depois em Roma as crianças podiam ser abandonadas ou a gestação interrompida sem qualquer problema. Veja bem, eu não estou defendendo a prática, mas não aceitar isso é burrice, (ah os gregos e romanos eram o máximo, mas os índios são um bando de selvagens e viva o Tio Rei)."

    Pergunto-te, é sério isso?

    Vamos lá. O infanticídio nos povos antigos era (ou é, fica a tua escolha)um fato. Ele retrata isso e, inclusive, tem relevância para a história. Não recordo de ter visto manifestação do mesmo à causa. Caso você conheça alguma manifestação do Tio Frank sobre o tema, peço, compartilhe. No momento sabemos que ele retratou um fato. Bem como a maior parte dos filmes retrata alguns, mesmo que não concordando. Caso contrário, teríamos que interpelar uma quantidade abusiva de diretores. Afinal, morte, tortura, sequestro etc. são cousas corriqueiras nos filmes. Pelo teu raciocínio, temos gerações de genocidas a produzir.
    E não vi alguém que seja "fã" da cultura romana ou grega festejar TODO aspecto da vida deles. Normalmente são "vivas" a aspectos específicos e pontuados. Posso gostar da filosofia de Platão sem trazer de brinde toda e qualquer prática dos gregos. Novamente, caso haja alguma manifestação de apoio ao infanticídio por os romanos, gregos, lídios, elamitas, medas, hicsos e aqueus (para não prolongar) terem feito o mesmo, ficaria tentado a considerar seu argumento. Porém, até hoje, pelo que vi, fica no "respeito a culturas diferente" e um pensamento que vai contra o "eurocentrismo na avaliação de culturas, colocando-as em hierarquia conforme sua proximidade com o padrão dos países centrais".
    Parece-me uma tentativa de difamar o autor, não de confrontá-lo. Erro meu?

    "Vejo que vocês são contra a Revolução sexual, provavelmente são também contra a união estável entre homossexuais, o debate sério sobre as drogas como questão de saúde pública, do aborto etc."

    Já sei. Isso são verdades reveladas e inquestionáveis. Ser contra é heresia.
    Só para dar um nó em sua cabeça, já que todos que tem uma postura X em um tópico Y devem ter a mesma opinião sobre tudo, acabo tendo postura favorável a alguns destes tópicos que apostas que o dono do blog é contra. A menos que ele manifeste sua discordância de modo violento e/ou impeça atos dos outros por puro arbítrio não há que condená-lo. Aceitar que discordem de ti é regra que em tenra idade mamãe me ensinou (a minha, não faço referências à sua - só para evitar interpretações "elásticas"). Vou nem falar em democracia, comportamento civilizado e princípio fundamental para um debate sério.

    Do mais, por dispor de pouco tempo, deixo para lá. Só peço que ao argumentar, evite pirotecnia e sentimento de messias e seja um pouco mais humilde e, pasme, use argumentos. Embasados e sérios.


    Cordialmente (é sério, não "fiquei de mal"),


    Alexandre B.

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  13. Caro Alexandre B., segue o texto de Plutarco sobre nascer em Esparta – “Quando uma criança nascia, o pai não tinha o direito de criá-la: devia levá-la a um lugar chamado Iesche. Lá assentavam-se os anciãos da tribo. Eles examinavam o bebê. Se o achavam bem encorpado e robusto eles o deixavam. Se era malnascido e defeituoso, jogavam-no em um abismo. Julgavam que era melhor para ele mesmo e para a cidade, não deixar viver um ente que desde o nascimento não estava destinado a se forte e saudável”
    Sou totalmente contra a morte de qualquer ser humano (Ao contrário de Olavo de Carvalho que disse em uma de suas entrevistas em áudio, disponível na net, que Mussolini "bobeou" ao não executar Gramsci, permitindo que este continuasse escrevendo, por essa lógica o grande defeito do fascismo foi não ter eliminado a escória comunista, você concorda?) Se seguíssemos o padrão espartano Steven Hawking não estaria vivo. Sou contra o infanticídio indígena também, não há como ser favorável, mas por mais condenável que seja, existia entre as tribos uma razão de ser (sobre isso indiquei o filme A Missão com Robert De Niro, mas segundo vocês eu não argumento, pois sou um comuna fogueteiro com complexo de Messias). Gostaria que nenhuma criança nativa ou não desse país morresse pelo motivo que fosse, o que não podemos negar é que o processo colonizador catalisou comportamentos como a embriaguez, o infanticídio e o suicídio, comportamentos que se intensificaram ao longo dos 500 anos de Brasil, além de guerras que resultaram no desaparecimento de grandes nações e suas culturas (ou você concorda com novas versões "politicamente incorretas" da história onde os nativos já se matavam mesmo, então o português veio aqui fazer um grande favor a todos? Não estou dizendo que essas práticas só passaram existir após 1500, mas a pressão gerada sobre os povos de Pindorama foi esmagadora).
    Sobre festejar ou selecionar apenas um ASPECTO de determinada cultura, é uma visão reducionista, pois posso "gostar" de Platão, mas não posso negar que sua filosofia só foi possível através da escravidão daqueles que faziam o trabalho braçal na sociedade ateniense, Aristóteles inclusive foi grande defensor do escravismo. É possível "gostar" de apenas um aspecto, mas compreendê-lo é mais complicado, já que mesmo esse "aspecto" da sociedade não pode ser compreendido descolado de sua origem. (ler March Bloch sobre a importância da História para a compreensão do mundo)
    Para além dessas discussões, que realmente não eram o cerne da questão, posso responder sobre Miller: li Cavaleiro das Trevas, Ronin, Wolverine no Japão, O Homem sem medo (em suas primeiras edições brasileiras) e outras obras espetaculares, que me fascinaram como leitor e que me acompanharão por toda a vida, agora não sou obrigado a concordar com ele sobre os protestos contra o capitalismo, ou devo acreditar que George Soros, Rupert Murdoch, Bill Gates, Roberto Marinho, Edir Macedo, Eike Batista, Silvio Santos, Daniel Dantas, entre tantos outros enriqueceram por seu próprio suor ou merecimento, ou falando de indústrias, você já ouviu falar do zyklon b? afinal se é Bayer é bom, ou sistema de catalogação humana da IBM.
    Sobre as verdades incontestáveis, você sabia que Thomas Jefferson era um grande plantador de cânhamo e se opunha a proibição pelo Estado do uso do anagrama feminino da planta ou que Santos Dumont e Alan Turing um dos inventores do computador cometeram suicídio pela depressão e incompreensão por serem homossexuais, não se tratam de verdades reveladas, mas questões sociais sérias, como proposto pelo próprio FHC recentemente, no caso da diamba.
    Ou gays não merecem ter direitos? A única forma de família "verdadeira" é a patriarcal? Álcool e tabaco não deveriam ser criminalizados juntamente com todas as outras drogas?
    (continua)

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  14. (continuação Anônimo caipira)
    Você me pergunta se o meu comentário é sério. E o cara que falou que Alan Moore é satanista e bruxo, devo entender como ironia, depreciação ao autor ou que realmente quem escreveu acredita que alguém pode ser "bruxo" no século XXI? (quem assistir o documentário "The Mindscape of Alan Moore" pode entender melhor o satã que Moore defende, ou melhor, como ele critica o atual sistema de produção cultural do qual ele realmente consegue contestar com sua própria atitude de vida).
    Mesmo discordando confesso estar me divertindo muito com vocês, anônimo caipira.

    (prefiro continuar anônimo [mesmo sabendo que isso não existe na internet, vocês tem meu IP e tudo mais] e podem achar que sou covarde, mas não estou aqui para ofender ninguém, mesmo que as vezes tenha brincado, mas se nem piada vocês aceitam aí vai ser conservador assim lá no Alabama)

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  15. Anônimo-que-falou-comigo,

    Vamos por partes. A primeira cousa que fiz foi reler meu comentário e reler o seu. Acho que devo ter perdido algo, mas vamos tentar responder ao que consegui associar...

    Não captei o sentido de colares Plutarco. Não questionei se o mesmo comentava ou não. O que questionei foi se Frank Miller disse algo como "acho infanticídio bom, os espartanos fizeram é pouco" ou semelhante, mesmo que menos parecido com uma caricatura.
    Não captei a parte de colocar o Hawking na jogada. Eu disse tão somente que é possível usar algo na história sem concordar com a aplicação no mundo real.
    Quando eu comentei sobre a fuga ao confronto foi somente em relação a comentares que o blog é contra o infanticídio indígena, mas é silente com relação ao do filme 300. Esse comentário só faz sentido se ou o blog fizer apologia a esse fato ou se o Frank Miller o fizer. Como nenhum dos dois casos acontece, temos uma fuga, ao invés de confronto. Simples assim. Agora, se me mostrares onde te denomino como um "comuna fogueteiro (!) com complexo de Messias" ficaria agradecido. A única referência que achei foi quando escrevi que é para evitares o sentimento de messias (minúsculo, inclusive). Ou em outra expressão, evitar falar como se se tivesse a Verdade (observe o destaque do "vê") e que vinhas salvar as almas dos ímpios. Complexos mentais, distúrbios de personalidade etc. sequer chegaram a aparecer.
    Por óbvio não vi o filme ainda. Como disse, não disponho de muito tempo (sim, escrever um comentário consome bem menos e sim, estou retirando alguns momentos de sono para poder fazer minhas cousas e comentar por aqui).
    O livro do Narloch traz que os índios se matavam também. Não lembro de ele ter dito que o europeu ao dizimar os índios fez um grande favor.

    Não peguei a crítica para a parte do "é possível gostar, mas compreender é mais difícil". Eu digo que a filosofia grega é uma grande contribuição. Eu não digo que todos os fatores que determinaram essa jóia ser possível devem ser repetidas, pois esse é o caminho. Continuo podendo ter paixão pelo platonismo e recriminar a escravidão. Sério, se puderes me explicar o problema de modo didático ficaria grandemente agradecido. Para mim, estás a misturar cousas que não necessariamente devem vir grudadas de modo irreparável.
    Não entendi a parte que falas da sua relação com a obra do Miller. Coloca como se alguém tivesse vinculado gostar de uma obra a concordar com tudo do autor e emenda para um maniqueísmo estranho (ou eu concordo com o Miller ou devo achar que fulano é rico pelo suor e merecimento) e emenda par zyklon b e catalogação humana. Como se eu tivesse louvado algo do tipo. Colaciona-me onde fiz isso que eu me esforço para entender (não que eu não tenha já o feito, mas tentaria de novo).

    E sobre as verdades incontestáveis. Eu disse somente que questionar algo não deveria ser condenado como pecado mortal. Sou, inclusive, favorável que as relações homoafetivas (acertei o termo não ofensivo?) sejam reconhecidas plenamente (juridicamente, socialmente e outros registros relevantes).
    São questões sociais sérias e, por isso, não se deve tomar uma postura sem ouvir quem discorda. O problema é que colocaste uma ruma de gente no mesmo balaio e já condenaste com um discurso pronto. Ou seja, colocaste a pecha de pecador impuro quem discorda de ti, sem ao menos se dar o trabalho de ver se a crítica é pertinente.

    Sobre eu ter perguntado se seu comentário é sério e não tê-lo feito ao do Moore satanista é por um motivo simples, o seu poderia ser tomado como sério. O do Moore, no máximo como esperneio.

    Só para confirmar, a quem chamas de anônimo caipira? Se for a mim, coloquei "meu nome" (afinal, me achar só com a referência "Alexandre B." é tarefa um tanto complicada), pode usá-lo (pode ser uma vez, a necessária para associar uma expressão à minha pessoa).

    Do mais, creio que fui mui extenso e com um estilo tanto tosco. Mas dá para sobreviver.

    Cordialmente,

    Alexandre B.

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  16. Caro Alexandre B.,
    Vamos por partes também, mas acho desnecessário tocar em todos os tópicos porque realmente o comentário acaba fugindo muito do assunto: Frank Miller vs. "Ocupe Wall Street"
    Embora então, começando pelo texto introdutório do texto que cita Susan Sarandon, Michael Moore, Morgan Freeman, George Clooney, dentre outros como representantes de maistream esquesdista (correto?)
    Em seguida apresenta Frank Miller como das pessoas inteligentes e sérias. Ora, está se afirmando que os ditos esquerdistas não são nem inteligentes nem sérios (ok?)
    Miller parte do princípio que os integrantes dos “ocupe” são uma gentalha nostálgica, caroneiros de woodstock, um rebanho de imbecis e tudo mais que se pode ler no texto. São lixo que só prejudica a América (estou viajando?)
    Vamos lá, por que as pessoas são filhos de papai com seus iphones não podem protestar? (Ah! mas eles não têm um programa ideológico definido, suspeitam do 11 de setembro, plantam a dúvida e a discórdia no que deve ser a América, são uns porra loucas, cacetes neles! Ou melhor, manda pra servir no Iraque ou Afeganistão para aprenderem a ser gente, to falando mentira?) E daí? Se querem protestar contra o sistema tem o direito a isso (WE THE PEOPLE), se não existe um programa político, que bom! Vocês preferiam que eles viessem doutrinados por uma ideologia qualquer seja ela qual for? O socialismo soviético foi um desastre, o de Mao matou milhões de fome, Fidel e Che cometeram seus crime e por aí vai, não há discussão sobre isso, mas o capitalismo, representado pelo mercado financeiro, como está e como vem se desenvolvendo desde o século XIX também não é inocente, não se pode negar os milhões que morreram por ele (por isso a piada sobre a Bayer). Mostrar o descontentamento com o sistema indo para as praças é tão legítimo quanto a Graphic Novel Holy Terror. (Aí é que está, o gibi é uma porcaria. Além disso, é o manifesto anti islamicismo do autor, por isso que ele aproveitou o momento pra dar a declaração, quem está sendo sério mesmo?).
    Será então que só Miller é o inteligente e Michael Moore é o burro, esquerdista desonesto. (quem colocou todo mundo no mesmo balaio? Quem é o dono da razão, da verdade, que consegue entender a realidade?)
    Bom, agora a questão sobre 300 e infanticídio indígena. Nem Miller, nem ninguém é a favor do infanticídio, nem mesmo os nativos são a favor da prática. (duvida? procure saber sobre a origem da palavra Açaí que conta como os próprios índios criaram lendas recriminando a prática). Miller não defenderia a prática, o que quis mostrar é que a prática era aceita e comum na Antiguidade, inclusive retratada na obra de Miller, porém se são os índios.... (ah os índios, esses eternos vagabundos quando vão arrumar um emprego?Ah Miller termina o texto afirmando que os ocupantes de Wall Street não serviriam nem para servir ao exército, não parece meio eugenista isso? Ou seja eles são tão lixo que não servem nem para morrer pelas petrolíferas de Cheney nas guerra justas e cristãs) E sobre o islamicismo, você já ouviu falar sobre As Cruzadas? Sobre o Papa Urbano II e Saladino?
    A tentativa de compreensão do pensamento de uma sociedade em determinada época, como a filosofia grega que realmente é uma jóia, propõe o conhecimento do outro, pois os gregos do passado poderiam ser considerados tão ou mais opressores do que outras sociedades (afinal a democracia não era restrita a 10% da população, mulher ficava presa em casa e os estrangeiros não tinham direitos). A República de Platão é um exemplo disso, ou o filósofo não foi expulso de Siracusa ao tentar reproduzir sua sociedade perfeita detalhada no livro e isso não reduz a obra de Platão, mas revela a beleza imperfeita e humana de seu pensamento. Essas nuances são tão importantes para compreender A Republica de Platão, quanto o libelo marketeiro e sem vergonha de Miller que o blog abraçou como manifesto sério.
    Cordialmente, Caipira Anônimo.

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    1. Concordo com você. Completo dizendo que ninguém até agora me parece inocente nesse mundo, nem os conservadores, nem os revolucionários, todos incapazes de ter uma ideia original e de pensar por si mesmos e ainda por cima não são felizes e estão sempre enchendo o saco. E este blog parece o grêmio estudantil da escolinha do professor Olavo, o cara até pegou a moda de xingar que nem ele... ridículo, mas até que é divertido, é lógico que estou rindo...

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  17. O Miller ficou gagá faz tempo, e pessoalmente não concordo com nada do que ele disse. Fico com o Alan Moore que respondeu com um argumento bem mais convincente.

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